quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Masturbação

A despeito de qualquer questão ou preconceito religioso (tabus), em geral sempre ouvimos questionamentos a respeito da masturbação, tais como: afinal a masturbação é normal ou não? Quando começamos a praticar? É normal praticar mesmo depois de adulto?
Por definição a masturbação significa a obtenção de prazer através da manipulação dos genitais. Pela psicanálise a masturbação é vista como uma forma de descarga de desejos sexual acumulados inconscientemente, sejam eles de qualquer tipo: desde decorrentes de estímulos sexuais propriamente ditos até mesmo como uma forma de descarga por não termos podido comprar um par de sapatos da moda que foi visto a tarde na loja.
A masturbação inicia-se ainda na mais tenra idade, mesmo durante a fase em que somos bebês podemos perceber a excitação e a masturbação como forma de obter prazer. Ela ocorre durante todo o desenvolvimento psicossexual infantil do ser humano e tem seu pico na fase denominada por Freud de fase fálica, onde toda a excitação recai juntamente com o interesse da criança para a região genital. Esta fase tem sua maior evidencia no período entre 04 e 06 anos, com uma média para os 05 anos de idade. Nesta fase a criança percebe que pode obter prazer manipulando seus genitais. Este interesse nas crianças é normal e deve ser bem trabalhado pelos pais, não havendo punições ou mesmo ameaças pelo fato deles estarem manipulando seus genitais, mas ao mesmo tempo ensinando limites para que eles não o façam em público ou mesmo para evitar que se torne um hábito. Habilmente devemos contornar a situação e procurar dar outras formas de descarga afetiva para estas crianças.
Atualmente ela é considerada uma forma normal de descarga emocional da libido durante toda a adolescência e pode ser considerada normal na fase adulta ou como uma forma de substituição quando não se dispõe de um objeto sexual ou quando é praticada juntamente com o parceiro sexual durante as preliminares do intercurso sexual.
Em uma pessoa adulta, podemos dizer que ele tem algum problema em relação a masturbação quando: a) a masturbação não é praticada na ausência de um objeto sexual e este se recusa em obter prazer pela masturbação, optando pela abstinência; ou b) então quando pratica a masturbação em intervalos regulares, mesmo tendo a sua disposição um objeto sexual – um (a) parceiro (a) –; ou c) quando o adulto prefere obter prazer pelo ato masturbatório ao invés de obter pelo ato sexual propriamente dito.
No caso em que o indivíduo se abstém da masturbação, seja qual for o motivo alegado por esta pessoa, encontramos subjacente a este caso um medo ou um sentimento de culpa inconsciente, muitas vezes originado na infância decorrente de proibições relacionadas ao ato masturbatório ou de medos advindos de sentimentos inconscientes de castração típicos da infância. Quando se prefere a masturbação ao contato sexual, isto pode indicar certo grau de timidez e inibição neurótica, decorrentes de sentimentos profundos de culpa, ou indicar certo nível de fantasia perversa, onde ele crê obter um maior prazer pela masturbação do que pelo contato sexual.
Outro fator que pode levar à masturbação freqüente é a incapacidade de se satisfazer sexualmente de forma normal, a isto chamamos de hiperssexualidade. Este transtorno em geral gira em torno de conflitos inconscientes ligados a agressividade, hostilidade, da expectativa da punição por tais pensamentos agressivos. Estes sintomas estão relacionados a forma como este indivíduo foi criado durante sua infância e, em geral, estas pessoas possuem também certo nível de neurastenia crônica.
De modo geral, a masturbação freqüente é uma forma de obsessão como qualquer outra atividade onde encontramos certo grau de exagero, ou seja, pela ótica psicanalítica, a masturbação em si não é vista como um problema no adulto, mas a prática masturbatória excessiva e freqüente sim. Ela torna-se sinônimo de uma forma de descarga excitatória através da manipulação genital, de uma necessidade não genital reprimida, rejeitada e inconsciente.
Por si a masturbação nos adolescentes e em crianças não cria futuros neuróticos, e nem mesmo os adultos que praticam masturbação são neuróticos. Mas a forma como é praticada ou mesmo se não é praticada, ou com que fins ela é praticada é que podem caracterizar uma pessoa com transtornos neuróticos de masturbação.
DELLA CASA, Alessandro. Masturbação – 1ª e 2ª partes. Belém-Pará: Jornal Estetoscópio, ano 7 nº 77/78, novembro/dezembro de 2004.

4 comentários:

Anônimo disse...

A masturbação não pode mais ser considerado um tema tabu, pois atualmente temos muito mais acesso à informação, e nada justifica que se perpetue a idéia de que é um ato praticado por neuróticos, neurastênicos, problemáticos, ou seja lá qual for o rótulo mal utilizado. É preciso falar do assunto sem rodeios e sem preconceitos: a masturbação é um ato sexual normal, que ocorre desde a mais tenra idade e que acompanha a pessoa até a velhice, sem problemas. Praticá-la sem exageros é muito saudável, porque leva ao conhecimneto do corpo e da sexualidade.

Anônimo disse...

Eu tive problemas com essa prática solitária. No começo é bom, mas depois você percebe que só está fodendo a si mesmo. A masturbação não trás felicidade alguma - a palavra 'satisfação' não faz parte da vida sexual dos masturbadores.

Masturbar-se é recompensar o cérebro pelo seu fracasso de não conseguir uma mulher. Você acaba se condicionando a não precisar de mulher.

Anônimo disse...

Já estou mais de 6 meses sem me masturbar. Notei um maior rendimento em várias áreas. Parece que eu cheiro a sexo, pois as mulheres querem ficar do meu lado instintivamente. Me tornei uma pessoa mais confiante e não possuo mais nenhum sintoma da neurastenia.

Alexander Firmo disse...

mastubaçao por masturbaçao tudo no sexo se torna masturbaçao